Liga dos Campeões é o objectivo

Fonte
www.abola.pt
Foi em San Sebastián de los Reyes, localidade próxima de Madrid, quando assinava um contrato publicitário com uma marca de automóveis [ver peça à parte], que o treinador do Benfica respondeu a várias questões dos jornalistas espanhóis sobre a sua carreira e as possibilidades de poder vir assumir o comando técnico de um grande espanhol. A sua reputação continua intacta em Madrid e Vicente del Bosque já viveu dias melhores, e de Barcelona começaram a surgir vozes que colocam José Antonio Camacho no topo da lista de sucessores prováveis de Louis van Gaal, cuja saída do clube blaugrana estará iminente. Frontal como é seu timbre, o técnico desmentiu tais possibilidades e afirmou a toda a Comunicação Social espanhola que o seu futuro passa, no momento, pelo emblema português. «A minha cabeça só pensa no Benfica. Vários problemas surgirão», disse em tom de brincadeira, anuindo que tem «um problema já no sábado, que é o Boavista». «Já se especulou muito com estas coisas e muitas vezes sou imprevisível. Faço o que acho conveniente em cada momento. Ainda que seja bom estar na lista de desejados das melhores equipas», declarou Camacho, como que justificando a aventura lusa: «Estava ligado à federação espanhola, com um contrato e vida assegurada, mas gosto de desafios e por isso fui para Portugal. Queria assumir esse desafio fora de Espanha e espero que tudo chegue a bom porto.» Novamente instado a pronunciar-se sobre a sua nova etapa, Camacho deixou claro que o objectivo principal e mais realista do Benfica passa por uma qualificação para a Liga dos Campeões e voltou a não dar garantias sobre a sua continuidade na Luz após terminar a corrente época. Até porque, na sua opinião, o futebol não deve contemplar projectos a longo prazo no que toca a treinadores. É no dia-a-dia que se atingem as conquistas. «A beleza do futebol é que estamos num exame desde o primeiro dia. Necessitamos de tempo para trabalhar e para os jogadores se adaptarem a nós. Mas ainda não passou esse tempo e as pessoas só confiam no nosso trabalho se as vitórias surgirem», concluiu.